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Contra a tesoura do desmonte dos Correios, vamos de 13 neste domingo!

há 5 minutos
2 min de leitura

As trabalhadoras e os trabalhadores dos Correios não têm um dia de paz. Após quatro anos do desgoverno Jair Bolsonaro, que, por muito pouco, não privatizou os Correios, mas ainda conseguiu asfixiar e desmontar a empresa, agora vê mais uma vez esse “defunto retornar”. Sai a arminha, entra a tesoura, sem meia conversa, desavergonhadamente, seu representante, Flávio Bolsonaro, anuncia o fim da Empresa de Correios e Telégrafos, caso seja eleito o novo presidente do Brasil.


No meio dessa maré turbulenta, a categoria ecetista enfrentou muitos desgastes com o governo Lula. Novamente, a empresa é instrumentalizada em acordos de governabilidade com partidos do Centrão e, desta vez, vítima, desde o início do governo, da falta de orçamento, oriundo da política de austeridade, via “novo arcabouço fiscal”. O resultado real disso se viu no que motivou a recente greve dos Correios, culpa da política de arrocho do presidente Emmanoel Rondon e sua reestruturação, que quer levantar a empresa às custas do aumento da exploração e cortes nos direitos dos trabalhadores.


Ecetistas frente às eleições de 2º turno


Hoje, estando a categoria ainda magoada com os resultados dessa dura greve, a realidade apresenta o horizonte de outros quatro anos pela frente, por meio dessa eleição de 2º turno para presidente.


De um lado, a privatização como futuro certo dos Correios, em um governo Bolsonaro; o fim da empresa como os brasileiros conhecem hoje, além de total incerteza quanto ao emprego dos atuais 86 mil funcionários diretos. Do outro, sem ilusões, é seguir em disputa com um governo reeleito, Lula, para que a conta da tal reestruturação não siga recaindo sobre a categoria ecetista, enfrentando os PDVs e batalhando pela manutenção dos direitos.


De frente para estes dois caminhos, o trabalhador dos Correios só tem uma certeza: seguir lutando. E, se for para escolher o adversário, que seja o que apresente a condição mais equilibrada para tal disputa. Assim, a direção do Sintect-PE anuncia, para o pleito de 2º turno das eleições presidenciais de 2026, o voto individual de cada membro desta direção colegiada, para o candidato Luís Inácio Lula da Silva, do PT.


Seguimos em defesa dos Correios, pela importância estratégica da empresa para o Brasil, mas sem romantismos ideológicos. Cientes de que defendemos os nossos empregos e salários, que é de onde levamos o sustento para nossas famílias, por isso mesmo, seguiremos em luta, seja qual for o governo de plantão.

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