Rondon, à frente dos Correios, segue recusando entendimento e apela para o TST
- há 11 minutos
- 2 min de leitura

A direção dos Correios repete a dose do último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026 e recusa chegar a um entendimento com os trabalhadores da empresa por meio da negociação. Apelam mais uma vez para a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para destravar agora a elaboração do ACT 2026/2027.
O pedido foi apresentado pela empresa no dia 27 de agosto, após o encerramento das negociações com as representações sindicais. Dois dias depois da realização das assembleias que deram um recado claro à direção da empresa e ao governo federal de que a categoria não aceitará arrocho salarial. 0,87% é inadmissível!
Enquanto o comunicado interno distribuído aos empregados fala de “garantias mantidas” e “sustentabilidade”, eles omitem o que motivou a rejeição da proposta de ACT apresentada: ataques ao plano de saúde e outros pontos considerados prejudiciais aos trabalhadores, como mudança nas regras para liberação de dirigentes sindicais e o fim da gratificação de férias.
Reestruturação não justifica arrocho nos salários
Em execução desde o início de 2026, o Plano de Reestruturação dos Correios, defendido pelo presidente Lula em sabatina, nesta semana, na Rede Globo, chamado por ele de “enxugamento”, está sendo operado na prática com a exploração da força de trabalho dos funcionários da empresa. Quando a gestão Emanuell Rondon sugere um “não reajuste”, menor que 1% da inflação do período, demonstra-se quem de fato irá pagar por este “enxugamento”, ao custo da desvalorização dos trabalhadores.
Ir ao TST para requerer mediação é dobrar a aposta, usando práticas bolsonaristas, com a recusa de diálogo, isentando-se de responsabilidades administrativas.
Indicativo de greve
As assembleias deram o recado: os trabalhadores estão mobilizados para cruzar os braços a partir do dia 10 de setembro, caso os Correios insistam em manter uma proposta que ataca direitos e ignora as reivindicações da categoria. Os trabalhadores querem ser ouvidos e há disposição em negociar, mas há limites claros. Proposta rebaixada não será aceita.




Comentários