Ecetistas pernambucanos rejeitam proposta de ACT apresentada pelos Correios
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Em decisão tomada por unanimidade, as trabalhadoras e trabalhadores dos Correios, em Pernambuco, rejeitaram o vergonhoso índice apresentado pela direção dos Correios na cláusula econômica da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027. Diferente do anunciado pela ECT, a proposição é de menos de 1%, o que nem repõe a inflação do último período, número que causou revolta entre os ecetistas, que já projetam uma greve a partir do dia 10 de setembro.
A proposta econômica dos Correios sugere um reajuste de 20% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que em números reais corresponde a apenas 0,87% da inflação. A empresa também visa alterações no custeio da assistência médica, deixando de ser a mantenedora do plano de saúde, o que preocupa os trabalhadores, sob o risco de terem de pagar mais pelo serviço.
Assembleia cobrou do governo federal mudanças nos rumos da empresa. Denunciam o atual modelo de reestruturação e exigem a troca do presidente Emmanoel Rondon. Carteiros expuseram diversas dificuldades com a aplicação do Sistema de Distritamento (SD), que tem reduzido o número de profissionais ecetistas nas ruas, causando sobrecarga de trabalho e adoecimento nesses trabalhadores.
Com a indicação de greve aprovada, a categoria volta a se reunir em assembleia no dia 10 de setembro para reavaliar possíveis novas negociações. Caso a proposta da empresa se mantenha intransigente ao estabelecimento de um acordo razoável, com o que querem os trabalhadores, a posição deliberada já está tomada: é greve por tempo indeterminado.




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