COMUNICADO À CATEGORIA ECETISTA DE PERNAMBUCO
- há 23 horas
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Companheiras e companheiros,
Entendo que devo prestar esclarecimentos à categoria sobre os motivos que levaram o SINTECT-PE a não convocar assembleia para deliberar sobre Estado de Greve dentro do chamado "Calendário de Luta" distribuído nos grupos da categoria.
Essa posição não representa omissão diante dos problemas enfrentados pelos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios. Pelo contrário. Trata-se de uma avaliação responsável sobre as condições necessárias para a construção de uma mobilização nacional forte, unificada e com reais possibilidades de alcançar conquistas para a categoria.
A unidade é condição fundamental para uma greve nacional
Na minha avaliação, não é possível construir uma greve nacional sem diálogo com a FINDECT. Trata-se de uma federação que reúne uma parcela significativa da representação dos ecetistas em todo o país, incluindo os sindicatos de São Paulo e Rio de Janeiro, os maiores da categoria.
Uma mobilização dessa envergadura exige compromisso com a unidade. Antes de discutir uma paralisação nacional, considero indispensável que as entidades representativas busquem construir uma posição comum em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios.
Respeito às entidades e aos seus dirigentes
Outro aspecto que considero grave foi a divulgação de um informe contendo minha assinatura sem que eu tivesse autorizado sua inclusão no documento.
Na condição de Secretário-Geral do SINTECT-PE, não autorizei a utilização do meu nome naquele material. Da mesma forma, outros dirigentes sindicais relataram situação semelhante. Entendo que o respeito às decisões coletivas e à autonomia das entidades sindicais deve ser um princípio inegociável em qualquer processo de mobilização.
A luta da categoria precisa ser construída com transparência, diálogo e legitimidade.
É preciso aprender com os erros recentes
Também acredito que FENTECT e FINDECT precisam superar suas divergências e buscar caminhos de unidade antes de conduzir a categoria para um novo enfrentamento nacional.
A experiência da Campanha Salarial passada demonstrou os prejuízos de uma mobilização fragmentada. Enquanto uma parte das entidades aderiu à greve, outra aceitou a proposta mediada pelo TST. O resultado foi uma categoria dividida e a perda de direitos importantes, como os 70% das férias e a ECT como mantenedora do plano de saúde, entre outros retrocessos.
A história do movimento sindical nos ensina que uma greve precisa ser construída com planejamento, organização, participação da base e objetivos claros. Quando isso não ocorre, os riscos de derrota aumentam significativamente.
Reafirmo meu compromisso com a defesa intransigente dos direitos da categoria ecetista e com a construção de processos de luta que fortaleçam os trabalhadores, ampliem a unidade e aumentem nossas possibilidades de vitória.
Hálisson Tenório
Secretário-Geral do SINTECT-PE




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