Mesas do ACT 2026/2027 dos Correios começam com trabalhadores pressionando por justiça na aplicação da tal reestruturação
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Como já era previsto, o início dos debates se dá com os representantes da empresa apresentando os resultados e o atual cenário financeiro dos Correios, após o início dos procedimentos da gestão Emannoel Rondon com a chamada “reestruturação”. Os representantes das federações e sindicatos presentes pautaram que a conta do esforço pelo equilíbrio financeiro não pode se dar penalizando os trabalhadores, visto que a melhora dos resultados não se dá por si só, por conta de planilhas e indicadores, mas fundamentalmente pelos esforços e profissionalismo das funcionárias e funcionários que operam a logística e operação da empresa.
Os Correios apresentaram os dados atuais do Sistema de Dimensionamento da Distribuição (SDD), enquanto a bancada sindical ponderou quanto aos critérios utilizados para medir o tempo das atividades, defendendo a revisão dos parâmetros de cada unidade, pedindo que se suspenda o SDD até que sejam corrigidos os problemas apresentados.
Carteiros, motoristas, OTTs e atendentes seguem exercendo seu trabalho com excelência, mesmo com menor efetivo e consequente sobrecarga de trabalho. E o resultado imediato disso é a melhora dos indicadores operacionais da empresa. No entanto, é inadmissível sanar os males dos Correios maltratando, adoecendo e explorando quem se apresenta como “a cara da empresa” nas ruas do Brasil.
De olho na Restruturação
Funcionários já questionam se o esforço para reduzir custos está sendo dividido de forma equilibrada ou se continua concentrado principalmente nas áreas operacionais. E o Programa de Demissão Voluntária, a que serve, se seus critérios alcançam justamente os trabalhadores antigos, que melhor conhecem a operação? Não seria melhor, em nome de uma reestruturação que eleve os resultados financeiros, utilizar os recursos do PDV para valorizar estes profissionais, estimulando suas carreiras e potencializando os resultados?
Para os trabalhadores, a modernização dos Correios passa por investimentos em infraestrutura, tecnologia e valorização profissional. Preservar a função social da empresa e cumprir o papel estratégico para o desenvolvimento do Brasil. O Acordo Coletivo de Trabalho deve refletir isso, da mesma forma que uma reestruturação que se permita transparente e com plena participação dos trabalhadores.



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