Viva o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
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Apesar de corresponder a 55,5% dos brasileiros e brasileiras, a população negra ainda luta para eliminar desigualdades e discriminações. São mais de 112 milhões de pessoas que seguem sub-representadas nos Poderes Legislativo, Executivo, Judiciário, na mídia e demais espaços sociais. E, se tratando do gênero, a situação só piora. Na política e em cargos de decisão, mulheres negras são ainda menos representadas, portanto, todo e cada espaço conquistado deve ser muito valorizado.
Daí, a importância do registro pela passagem do Dia 25 de julho: Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (data nacional) e Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha (data internacional).
Tereza de Benguela foi uma líder do quilombo Quariterê, na então capitania do Mato Grosso, e viveu no século XVIII. Depois da morte do companheiro José Piolho, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, através de sua liderança, resistiram à escravidão brasileira por duas décadas até 1770. A lei que instituiu a data nacional em sua memória foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff (Lei nº 12.987/2014) e enaltece também a relevância de outras mulheres que foram e são importantes para a história do país.
O registro da data internacional que celebra o dia 25 se deu no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. Desse encontro surgiu a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas, que conquistou na Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento da data.
Celebrar ambas datas enfatiza o lugar fundamental da mulher quilombola e negra dentro e fora do Brasil.




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