TST marca julgamento do dissídio para 21 de setembro. Greve continua!

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar assinada neste sábado (12/09), 21 de setembro de 2026, às 13h30, o julgamento do dissídio coletivo de greve, referente ao movimento paredista das trabalhadoras e trabalhadores dos Correios. O julgamento se dá por meio da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC). O tribunal também exigiu que 80% do efetivo dos Correios permaneça em atividade durante a greve nacional da categoria.
A categoria está em luta para proteger milhares de vidas de trabalhadores e dependentes, com a manutenção atual do plano de saúde. A direção dos Correios insiste em atacar esse direito adquirido, sem considerar que existem pessoas (trabalhadores e dependentes) com doenças graves, que necessitam de acompanhamento permanente e tratamentos caros. Para o ecetista e suas famílias, o plano de saúde não é benefício: é proteção, esperança, necessidade.
Diante deste impasse, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Melo, ajuizado pelos Correios contra as federações que representam a categoria, decidiu impor tal limitação ao movimento, mas esclarecendo que a greve é um direito fundamental assegurado pelo artigo 9º da Constituição e que cabe à empresa comprovar o caráter abusivo, para aplicação de sanções, situação ainda não cabível.
A greve é justa!
O trabalho nos Correios é um dos que mais adoecem, geram afastamentos e aposentadoria precoce. Garantir a distribuição de caixas pesadas, carregando bolsas nas ruas, seja sob calor ou frio, sol ou chuva, com medo de assaltos, acidentes no trânsito; todo esse enredo é muito insalubre.
A greve nacional iniciada no dia 10 de setembro é uma necessidade, diante de uma situação dramática vivida pelos ecetistas e seus familiares. Quando a gestão Emanuel Rondon opta por desmontar a única contrapartida pela execução desse duro trabalho, que valoriza minimamente os profissionais, é ela que está forçando uma reação dos trabalhadores.
Sem diálogo, o que resta ao trabalhador é cruzar os braços. A greve continua!




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