PCS 2026 dos Correios: mais ataques, retirada de direitos e retrocesso!
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Implantação unilateral: mais um ataque à negociação coletiva
O Sintect-PE denuncia a implantação unilateral desse Plano de Cargos e Salários. O PCS 2026 foi aprovado e publicado sem negociação efetiva com a categoria. Se trata de uma imposição da empresa, agravada pelo fato de que a análise preliminar do jurídico da FENTECT já apontou uma série de pontos extremamente preocupantes. Mais um movimento que ignora o papel da negociação coletiva e tenta impor mudanças estruturais, de forma violenta, “de cima para baixo”.
É importante entender que a reforma trabalhista de Michel Temer realmente permite passar por cima das negociações coletivas e ir para o ataque individual, mas é uma escolha do governo Lula implementar esse expediente.
“Cargo Amplo”: o trabalhador vira um faz-tudo
A proposta cria o cargo de Agente de Integração Postal, que substitui, na prática, funções historicamente distintas como carteiro, atendente e OTT. O próprio plano deixa explícito que a proposta é adotar cargos amplos e multifuncionais, reunindo atividades de distribuição, atendimento, triagem, logística e outras funções. O que significa:
- Acúmulo de funções
- Perda de identidade profissional
- Mais pressão e cobrança por produtividade
- Risco maior de adoecimento
Para o sindicato, a institucionalização do trabalhador “faz-tudo” é a desvalorização de trabalhadores na prática. Além disso, cadê o administrativo? A Gestão Rondon esqueceu dessa parte da categoria?
PROMOÇÃO SÓ A CADA 5 ANOS!
Outro ataque direto à categoria está na progressão por antiguidade. O PCS 2026 da empresa estabelece que a promoção ocorrerá a cada cinco anos, tornando a evolução na carreira mais lenta e distante da realidade da maioria dos trabalhadores. O resultado é a estagnação salarial, desestímulo profissional e a perda de perspectiva de crescimento. Não por acaso a sigla PCCS (que incluía a carreira, além de cargos e salários) foi trocada pela PCS (somente cargos e salários). Cadê a nossa carreira?
O PCS 2026 também condiciona as promoções por mérito e desempenho à disponibilidade orçamentária da empresa. Isso significa que, mesmo cumprindo as metas, tendo um desempenho adequado e atendendo a todos os critérios, a trabalhadora e o trabalhador podem simplesmente não receber as progressões.
Mais exigências, menos acesso
O novo modelo aumenta o peso de avaliações, capacitações e até titulação acadêmica para avançar na carreira. Mas, a pergunta que os trabalhadores se fazem é: todos terão acesso igual a cursos, formação e oportunidades? Mais uma vez, a empresa aposta na divisão da categoria, já que esta questão tende a ampliar desigualdades internas, favorecendo poucos e excluindo muitos.
Quem migrar, perde o PCCS 2008
A adesão ao novo PCS 2026 é apresentada como “voluntária”, mas quem migra abre mão definitivamente do PCCS 2008. Ou seja, não é apenas uma mudança de tabela, é uma mudança de regras de carreira para regras de salários. Uma vez feita a migração, as consequências para as trabalhadoras e trabalhadores poderão ser irreversíveis.
Para piorar, a empresa também está impondo restrições para migrar. Condições de saúde, decisões judiciais, atestado de aptidão para o novo cargo e situações funcionais específicas impedem a adesão. Isso deixa parte da categoria no limbo, na insegurança e divide os ecetistas em grupos com situações distintas dentro da mesma empresa.




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