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Governo derruba taxa das blusinhas que tanto prejudicou os Correios

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O governo federal assinou a Medida Provisória 1357/26, que zera novamente o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares. Já está em vigor, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade. Após muita crítica por sua implementação, pois a “taxa das blusinhas”, como ficou conhecida, gerou um impacto bilionário nas contas dos Correios, a expectativa agora é de recuperar receita com o aumento das importações e ampliação da cobertura da estatal no mercado de encomendas internacionais.


Com a medida, consumidores deixam de pagar a taxa federal sobre compras do exterior, embora o ICMS estadual continue sendo cobrado. Avaliações qualitativas do governo indicam que a cobrança era vista por parte do eleitorado como um dos principais erros do governo federal.


Um mal não só na avaliação do governo, mas também nas contas dos Correios, em um momento extremamente delicado para a empresa. Dados da ECT indicam que houve recuo de receita na casa de R$ 2,2 bilhões após a implementação do imposto de importação já em 2023. No faturamento das encomendas internacionais, a comparação é de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025 — uma perda de R$ 2,6 bilhões em apenas um ano.


Faltou planejamento e diálogo


A mudança de rota do governo evidencia que o peso do lobby do mercado de varejo foi muito forte, visto o discurso de momento dos economistas do Ministério da Fazenda e Planejamento pautando a necessidade da medida, para proteger a economia interna. Desculpa que se escuta hoje, pelos mesmos lobistas, com a derrubada da taxa. Curioso é que tais críticas ganham maior notoriedade, justamente por meio de mídias que igualmente criticavam o governo pela aplicação da taxa.


No meio dessa contradição, faltou o presidente Lula abrir um diálogo direto com quem faz o mercado de compras e vendas circular pelo Brasil. Em plena crise dos Correios, ninguém foi escutado, por mais que o segmento dos trabalhadores da empresa cobrasse pela abertura desses canais.


Agora, depois do desgaste, é continuar cobrando do governo federal para que este intervenha na empresa, corrigindo a rota estabelecida pela administração Emmanoel Rondon. Aproveitar o momento para denunciar que a reestruturação dos Correios passa por medidas que atualizem e modernizem a operação logística do país e não sobrecarreguem quem está na ponta, entregando as encomendas.

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