Empresa continua intransigente e sindicato faz chamado para lotar assembleia dia 03/09



Em reunião realizada na terça-feira, 27 de agosto, no Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Renato Paiva, presidente do TST, informou ao Comando Nacional de Negociação da FENTECT que a ECT recusou todas as propostas apresentadas, dando continuidade a sua política de retirada de direitos sem aumento real, usando como argumento a atual situação financeira da empresa.


Na ocasião, os representantes do Comando Nacional de Negociação apresentaram as resoluções do último Conselho de Sindicatos que determinou a realização de assembleias até o dia 29 de agosto para aprovação do indicativo de greve para o início de setembro (a partir de 22h do dia 03). O ministro Renato Paiva apresentou a proposta de prorrogar o atual Acordo por mais 30 dias e convocar a próxima reunião com participação da empresa para o dia 10 de setembro. Caso a ECT aceite a proposta do Tribunal, a Federação exigiu que seja definido um novo calendário de negociações e uma data limite para o fechamento do Acordo.


De acordo com a FENTECT, “a intransigência da atual gestão corresponde a um projeto de desidratação dos Correios para facilitar a privatização”. A Federação também denuncia a falta de respeito e irresponsabilidade dos Correios com a vida de quase 100 mil famílias. Por conta das manobras da Empresa, trabalhadoras e trabalhadores dos Correios estão sendo obrigados a conviver com um cenário de desvalorização e ameaça ao seu emprego.


Diante da atual conjuntura, convocamos a categoria a fortalecer a luta pelos seus direitos e contra a privatização dos Correios, participando da assembleia do dia 03 de setembro, na sede (Recife) e subsedes Agreste (Caruaru) e Sertão (Petrolina), com primeira chamada às 18h30, para deliberar sobre as seguintes pautas:


1 - Informes Gerais; 2 - Avaliação das Campanhas Salarial 2019/2020 e Contra a Privatização dos Correios; 3 - Referendo da delegação do SINTECT-PE que participará do 4° Congresso da CSP Conlutas; 4 - Manutenção do Estado de Greve por tempo indeterminado, podendo entrar em GREVE a qualquer momento caso a ECT se recuse a negociar o ACT 2019/2020.


*Com informações FENTECT