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Administração dos Correios joga a conta da crise sobre os funcionários

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

O tal processo de reestruturação interna pelo qual a gestão do presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, tem aplicado na empresa atinge cerca de 80 mil trabalhadores ecetistas em todo o país. Em um cenário onde nenhuma das unidades estaduais da empresa atingiu a meta de entrega no prazo estabelecido para o período até setembro de 2025, a alta administração agora quer transferir as responsabilidades para a base operacional.

O Acordo de Desempenho e Metas (ADM), por meio do documento “Correios em Reestruturação”, sugere seis eixos estratégicos para “transformar a estratégia em entregas reais, com monitoramento permanente dos resultados”. O tal ADM se vincula ao GCR (Gestão de Carreira e Resultados), cujo novo modelo passa a valer a partir de 2026.

A empresa afirma que esse modelo fortalece a responsabilização, porém, apenas para os funcionários que passam a ter 90% das avaliações atreladas a metas expressas pela alta gestão. A administração Rondon transfere para o empregado a responsabilidade por resultados que não dependem exclusivamente de esforço individual.

No dado referente às metas de entregas do período até setembro do ano passado, a empresa chegou ao índice de 90,18%, quando a expectativa era de 95,54%. Roraima chegou a ter o pior resultado geral com 64,84% das entregas. Será mesmo que esse déficit é responsabilidade exclusiva dos funcionários da empresa naquele estado?

Restruturação sim, precariedade não!

Gestão de metas não pode ser calçada apenas na cobrança operacional. Deve ser debatida e refletida a partir do mundo real de quem veste a farda e vai à rua. Sucateamento da frota, infraestrutura precária, redução do quadro de pessoal, contingência financeira; negar a realidade é não querer enfrentar as causas estruturais da crise dos Correios.

Os sindicatos cobram debate interno profundo sobre essa reestruturação, negociação que valorize os trabalhadores, além de uma estratégia pelo fortalecimento do serviço postal público. Não será a aplicação engessada de modelos de gestão privada que por si só resolverá os problemas da empresa.

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