A roteirização é apenas mais um nome para chamar a precarização instalada nos Correios
- 21 de fev.
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A atual direção da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) está em um processo de investida na suposta política de reestruturação dos Correios. Tais mudanças estruturais atingem diretamente os ecetistas que carregam o serviço da empresa nas costas. A roteirização que sugere dar agilidade às entregas tem gerado sobrecarga ainda maior aos trabalhadores, aumentando o desgaste físico e mental e não resolve o problema criado pela própria gestão Emmanoel Rondon.
Lamentável que essa administração não facilite o diálogo com as representações da categoria, sequer para ter um feedback quanto às medidas implantadas nessa reestruturação. Tais ponderações sobre a roteirização já foram previamente apresentadas durante as mesas de negociação do último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), junto ao tema das entregas unificadas, porém, agora aplicado, é notório que as observações não foram acolhidas. Seguem os atrasos nas entregas, trechos não percorridos, acúmulo de encomendas e, por consequência, aumento nas queixas, reclamações e, claro, descrédito na imagem e ônus financeiro para os Correios.
Sem diálogo e na base da imposição, Rondon negligencia o que foi incumbido de fazer, sob o pretexto do que se dispôs o governo Lula em recuperar a ECT. Atrapalha mais do que ajuda na gestão da crise, pois gera insatisfação vinda de fora e acirra a insatisfação interna com o aumento da precarização do trabalho.
Roteirização é sinônimo de piora nas relações de trabalho. Visa enxugar a capacidade da força de trabalho ecetista, estimulando a terceirização. Foi avisado que não daria certo e Brasil adentro, não está dando certo. Sem sombra de dúvidas, Emmanoel Rondon apenas consolida o próprio nome como principal inimigo da categoria!




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