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Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco CNPJ 09.056.789/0001-77

 

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Sem avanços na negociação, greve dos Correios continua

Trabalhadores rejeitam propostas da empresa que não contemplam reivindicações da pauta de mobilização

Em assembleia realizada nesta sexta, 5 de maio, os trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) em Pernambuco rejeitaram a nova proposta patronal e decidiram manter a greve iniciada no último dia 26 de abril por tempo indeterminado. Segundo o diretor de Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos do Estado (SINTECT-PE), Eliomar Macaxeira, nenhum dos itens da proposta atende às reivindicações da classe. “Uma proposta que não contempla nenhuma das reivindicações não pode ser levada em consideração”, comentou.

Nova assembleia esta marcada para a próxima segunda, 8, em frente ao edifício-sede dos Correios (avenida Guararapes, no Centro do Recife). O movimento grevista, que tem em torno de 70% de adesão da categoria no Estado, continua com piquetes e carros de som. A data-base da categoria, quando haverá campanha salarial, acontece no mês de agosto.

Audiência pública Também nesta sexta aconteceu uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde os dados da H&J Consultores Independentes foram apresentados. Segundo eles, a afirmação de que os Correios estão em déficit financeiro não passa de uma falácia e que não há motivações concretas para desmontes e, muito menos, para a privatização da empresa. Esta possibilidade é tida como negativa para o País pelo mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP), Igor Venceslau, que também tratou do assunto na audiência (entrevista com o estudioso sobre o tema pode ser acessada pelo link: http://jornal.usp.br/atualidades/privatizacao-dos-correios-nao-sera-benefica-para-o-pais/).

REIVINDICAÇÕES DOS TRABALHADORES ECETISTAS

  1. ADESÃO À GREVE GERAL CONTRA AS REFORMAS PREVIDENCIÁRIA E TRABALHISTA;

  2. CONTRA O DESMONTE DOS CORREIOS, NÃO À PRIVATIZAÇÃO;

  3. PELO RETORNO DAS FÉRIAS (suspensas pela empresa até 2018);

  4. NENHUMA DEMISSÃO, CONTRATAÇÃO JÁ (os Correios não contratam desde 2011);

  5. CONTRA O FECHAMENTO DAS AGÊNCIAS (há um cronograma de fechamento para todo País);

  6. CONTRA A FALTA DE SEGURANÇA DAS AGÊNCIAS (assaltos são recorrentes);

  7. PELO RETORNO DA ENTREGA DIÁRIA;

  8. FORA POSTAL SAÚDE! PELO RETORNO DOS CORREIOS SAÚDE AO RH SEM NENHUMA MENSALIDADE;

  9. AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA. TAXAÇÃO DAS GRANDES FORTUNAS;

  10. ABERTURA DOS LIVROS CONTÁBEIS DA EMPRESA. AUDITORIA JÁ!

RECENTE PROPOSTA DA EMPRESA (documento disponível em: http://www.fentect.org.br/media/informes/Proposta_ECT_encerramento_da_Greve_3jDp4Hr.pdf)

  1. Reabertura do PDI, caso aprovado pela SEST, e demais órgãos competentes, para fins de evitar a possibilidade de demissão motivada em massa;

  2. Suspensão de medida relativa às férias nos meses de maio e junho de 2017 e reavaliação com 30 e 60 dias;

  3. Suspensão de novas implantações de DDA, OAI, CDD Centralizador. O assunto será tratado em comissão a ser criada para avaliação dos casos onde está havendo possíveis problemas, buscando soluções aos temas. Novas implantações serão mediante acordo entre as partes, conforme atas de reuniões firmadas entre as Federações e o presidente da ECT em dezembro de 2016. Além destes assuntos, serão discutidos segurança do trabalhador (atendimento e distribuição), entrega matutina, SD/SDE. A comissão será constituída de cinco representantes de cada uma das Federações, FENTECT e FINDECT, e representantes da empresa, a ser instalada num prazo de até 30 dias, sendo que em não havendo acordo entre as partes, o caso será direcionado para a apreciação do presidente dos Correios.

  4. Compensação dos dias parados, no prazo de 60 dias, a partir de 6 de maio de 2017. de segunda a sexta, até 2h por dias em sua unidade de trabalho. No sábado, dia 6 de maio, compensação de até 6h para os empregados que não laboram neste dia. Nos demais sábados, a compensação será de até 4h para os empregados que não trabalham aos sábados. Os empregados que laboram aos sábados terão o limite de até 2h de compensação tanto no dia 6 quanto nos demais. As compensações aos sábados terão o limite de até 2h de compensação tanto no dia 6 quanto nos demais. As compensações aos sábados serão a critério da empresa, podendo ser em outra unidade dentro no mesmo município, respeitando a atividade exercida pelo empregado em sua unidade de lotação (distribuição, tratamento e atendimento).As compensações serão mediante convocação formal da empresa. O empregado que optar em não compensar terá os descontos das horas não compensadas mediante formalização do pedido ao seu gestor imediato. Ao final do período de compensação, as horas convocadas e não compensadas serão descontadas. Proposta não válida para o dia 28 de abril de 2017, que será descontada dos empregados que participaram do movimento de greve nesse dia;

  5. Enquanto não houver encerramento da mediação acerca do Plano de Saúde dos Correios no TST (processo PMPP 5701-24.2017.5.00.0000) a empresa não judicializará o assunto.