Greve termina, mas reforça a necessidade de luta

Após 11 dias de paralisação, fim da mobilização é aprovada em assembleia na sede do SINTECT-PE

Atendendo à orientação da FINDECT e de parte da FENTECT, a categoria ecetista em Pernambuco aprovou o fim da paralisação deflagrada no último dia 26 de abril em todo País – com apenas um voto contra e um abstenção entre os presentes à sede do SINTECT-PE. Embora aceitando o retorno às atividades, com manutenção do estado de greve, a partir da próxima terça-feira, 9 de maio, os trabalhadores falaram e ouviram que, agora, é necessário reforçar a luta para o próximo embate: a data-base da categoria, em agosto próximo.

O secretário geral Rinaldo Nascimento leu toda a orientação enviada pela FENTECT à assembleia e destacou o desagrado com a resolução. “Nada justifica que direções dos sindicatos enfraqueçam o movimento. Independentemente de sindicatos que não aderiram desde o início, a greve estava forte”, destacou. “Houve desespero do próprio presidente Guilherme Campos, que chegou sair da negociação; se levantou e disse que não teria mais acordo, que seria na justiça. Achávamos que seria o momento de radicalizar, mas as federações recuaram e o acordo está muito longe de ser o que o trabalhador reivindicou”. #gallery-220-1 { margin: auto; } #gallery-220-1 .gallery-item { float: left; margin-top: 10px; text-align: center; width: 50%; } #gallery-220-1 img { border: 2px solid #cfcfcf; } #gallery-220-1 .gallery-caption { margin-left: 0; } /* see gallery_shortcode() in wp-includes/media.php */

FALAÇÕES Quando a assembleia abriu para falações, o companheiro Abdias Vieira pediu a palavra. Falou da “traição das federações” e do absurdo que é o corte das férias dos trabalhadores. “Dia 1° de maio a empresa chama e ‘os caras’ vão? Como pode? Mas vamos sair de cabeça erguida e prontos para a luta, porque daqui a dois meses entraremos em campanha salarial”, pontuou. O companheiro Roberval criticou aqueles que não aderiram ao movimento. “Amanhã eu direi a eles: ‘vocês ficaram sentados enquanto nós colocamos a cara para um problema que atinge a todos! Eu não abro mão da luta’”, reforçou.

Em sua fala, o companheiro Marçal destacou que a proposta da empresa “é uma vergonha” e lembrou que estar em estado de greve significa que a categoria poderá voltar a paralisar atividades a qualquer momento.

“Tenho em mente que não saímos derrotados. A gente tem que chegar às unidades dizendo que a luta continua. O governo Temer está aí para demitir e é preciso reconhecer que as demissões vão atingir que fez e quem não fez greve; aposentados e quem entrou na empresa em 2011”, disse em sua falação o companheiro Juliano Barros.

Indignado com as orientações das federações, o companheiro Thiago Alves questionou a assembleia: “até quando vamos ter que aceitar esse tipo de atitude vinda de instituições que deveriam estar do lado do trabalhador? Precisamos reformular nossa luta!”. Já o companheiro Edson Siqueira lembrou que já houve, anteriormente, outras tentativas de privatização da empresa – “e foi a luta dos trabalhadores que impediu”.

Diretor do SINTECT-PE, Carlos José disse que toda a categoria tem lições a tirar desta mobilização que termina. “A adesão não foi suficiente para o tamanho das agressões que estamos sofrendo! Já fizemos greves maciças por aumento salarial”, lembrou, criticando a adesão de cerca de 40% registrada no Estado de Pernambuco.

“A paz já foi, o momento agora é de guerra”, disse o diretor do SINTECT-PE e da FENTECT, Hálisson Tenório. “Unidade a gente tem que fazer com quem quer construir. Voltamos sem nada para o trabalhador por inércia da Articulação”. A companheira Maria reforçou a defesa da categoria em sua falação: “não fomos derrotados, foi imposto pelas duas federações. Foram eles que venderam as nossas cabeças. Esta foi apenas uma batalha, e haverá outras pela frente”.

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