[6º CONTECT] Teses e debates tratam de política, liderança e conjuntura dos Correios

“A conjuntura Internacional/ Nacional”, a “Conjuntura dos Correios”, “A importância do monopólio nos Correios para a sociedade de um modo geral” e o “Suposto déficit na ECT – mito ou verdade?” foram as temáticas debatidas neste sábado (1), no segundo dia do 6º CONTECT, realizado pelo SINTECT-PE em Gravatá (PE).

À tarde, os companheiros Afonso (da Unidos para Lutar), que defendeu a tese da diretoria do SINTECT-PE, e Geraldo (da FENTECT), pela Oposição Correios Pernambuco, e o companheiro Wilson (da FINDECT, que defendeu a tese da CTB), falaram sobre a atual conjuntura dos Correios.

Afonso destacou que a possibilidade de privatização da ECT existe desde a Era Fernando Henrique Cardoso (FHC). “Pensávamos que com Lula isso seria enterrado de vez, mas nós, do movimento sindical, também temos que fazer uma autocrítica”, disse. “O presidente dos Correios, Guilherme Campos, dia a dia, coloca o nome da empresa na mídia de forma negativa. Então, talvez, esta seja uma das nossas últimas campanhas salariais como funcionários de uma empresa pública, se a gente não abrir o olho”, completou. Afonso defendeu ainda a necessidade de unidade das correntes. “Nosso chamado é de chamar  unidade, passar por cima das diferenças”.

Em sua fala, Geraldo lembrou que no governo Lula houve uma das maiores greves da categoria ecetista e que, agora, a situação política exige novas frentes. “Antes podíamos aprovar (reivindicações), que ‘éramos governo’; e agora, que ‘somos oposição’, como fica?”, provocou. “Tentaram comprar a gente, mas não nos vendemos. Eu não estou no movimento sindical para ter benefícios próprios. Quero sair da vida sindical como entrei: de mãos limpas”, afirmou.

Wilson defendeu que uma análise dos últimos 20 anos acerca dos acordos trabalhistas colocam aqueles fechados pelos ecetistas acima da média de outras categorias. “A ECT não é uma ilha para ser isolada do mundo. Temos uma empresa submetida às pressões do capital, dos trabalhadores. Pensou-se uma ideia embrionária que os trabalhadores tomariam as rédeas da empresa, mas não foi o que aconteceu. O mundo continuou capitalista depois de uma virada neoliberal. Estávamos preparados para isso? Não”, afirmou. Wilson também usou sua fala para defender a união da categoria, argumentando que se é possível “um diálogo com um governo golpista, porque não entre nós?”. Defendendo a força da luta, que será necessária para garantir os direitos dos trabalhadores, o companheiro disse que é preciso resistir.

Debates Fechando a programação do sábado, o professor Igor Venceslau fez uma explanação sobre seu estudo acerca da ECT, intitulado “A importância do monopólio dos Correios para a sociedade de um modo geral” (veja a apresentação, na íntegra, clicando aqui).

Em seguida, foi a vez do companheiro Halisson, como membro da H&J Consultores Independentes, reapresentar os dados que compõem o dossiê que desfaz os argumentos de que a ECT está em deficit. “Em 2014, os Correios tinham mais de 125 mil funcionários e depois o efetivo começou a encolher. Em 2016, chegamos a pouco mais de 117 mil, mesmo patamar de 2012. Como não ter sobrecarga dos trabalhadores e deficiência nas entregas?”, comentou.

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